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Nuzman renuncia à presidência do Comitê Olímpico Brasileiro

Ele afirma que vai se dedicar integralmente ao exercício de seu direito de defesa.

11/10/2017

O presidente do Comitê Olimpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (11), durante assembleia extraordinária realizada nesta tarde pela entidade. A carta de renúncia foi lida pelo advogado de Nuzman, Sergio Mazzello, durante a assembleia  do COB.

Nuzman afirmou que vai se dedicar integralmente ao exercício de seu direito de defesa. "Reitero a minha completa exoneração de qualquer responsabilidade pelos atos a mim injustamente imputados, os quais serão devidamente combatidos pelos meios legais adequados", diz o ex-presidente do COB no texto lido pelo advogado.

A assembleia, que havia sido convocada para debater outra carta de Nuzman,  divulgada na semana passada, na qual ele pedia afastamento da presidência, agora delibera sobre os desdobramentos da renuúcia. Pelo estatuto, deve assumir o vice-presidente Paulo Wanderley. Dos 30 presidentes de confederações nacionais esportivas aptos a votar, 28 estão presentes. Também tem direito a voto oito membros natos escolhidos pela assembleia, um intrgrante do Comitê Olímpico Internacional (COI) e um representante dos atletas, o judoca Tiago Camilo.

Nuzman e o ex-diretor-geral da Rio 2016 Leonardo Gryner foram presos temporariamente na quinta-feira (5). Ambos são investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Unfair Play - Segundo Tempo, um desdobramento da Unfair Play, que revelou a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica de 2016. Nuzman é apontado como responsável pelo pagamento de propina a membros do Comite Olímpico Internacional (COI).

Em setembro, Nuzman já havia sido encaminhado à delegacia para prestar depoimento na operação Unfair Play e, na ocasião, exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Nuzman e Gryner seriam soltos na segunda-feira (9), mas o juiz Marcelo Bretas acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e transformou as duas prisões temporárias em preventivas. Sendo assim, não há mais prazo para que eles sejam colocados em liberdade, o que só ocorrerá por nova decisão judicial. Os advogados de defesa já protocolaram na Justiça um novo pedido de soltura.

 

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