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Ação conjunta de combate ao tráfico internacional de entorpecentes

Operação Oceano Branco foi desencadeada na manhã de hoje (10), em Itajaí. Ação integra Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

10/10/2017

Foi desencadeada hoje (10/10) a operação Oceano Branco, uma ação integrada entre a Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e o Ministério Público Federal com foco no combate ao tráfico internacional de entorpecentes e à lavagem de dinheiro. 
Os trabalhos foram iniciados em 2015, a partir do recebimento de informações repassadas por autoridades policiais e aduaneiras estrangeiras relatando apreensões, em portos europeus, de entorpecentes oriundos do Brasil. A crescente integração entre as instituições públicas no Brasil e no exterior, especialmente as do Reino Unido, EUA, França, Bélgica e Espanha, tem tornado cada vez mais eficiente o combate ao crime organizado transnacional. 
Estão sendo cumpridos 73 mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Itajaí/SC. Participam da operação 40 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal e mais de 200 policiais federais. 
Durante as investigações foram apreendidas, no Brasil e no Exterior, mais de 8,5 toneladas de cocaína pura, cujo valor, se comercializadas, poderia alcançar a cifra de até US$ 255 milhões. Também foram apreendidas no Brasil vultosas cargas, comercializadas pela organização investigada, de contrabando e de produtos contrafeitos de origem asiática. 
Além da apreensão das cargas, a investigação também permitiu identificar bens em nome de terceiros e bloquear veículos de luxo, embarcações e imóveis de alto valor que eram utilizados pelos chefes da organização criminosa. Todos os bens são incompatíveis com os rendimentos e o patrimônio declarados pelos supostos proprietários à Receita Federal e têm origem, direta ou indireta, na atividade criminosa. Desta forma, a operação visa também afetar substancialmente a capacidade financeira da organização, dificultando a retomada das atividades ilícitas. Estima-se que o patrimônio oculto, adquirido com recursos ilícitos, seja superior a R$ 50 milhões. 
A organização atuava especialmente no complexo portuário de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina. Durante a investigação foram interceptadas, dentre outras cargas, quase uma tonelada de cocaína oculta dentro de blocos de granito, 297 kg em bobinas de aço e mais de uma tonelada em caixas de latas de abacaxi em conserva. Todas as cargas seriam despachadas para Europa, principalmente para a Bélgica, França, Espanha e Itália. 
Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico internacional de entorpecentes, de organização criminosa e de lavagem ou ocultação de bens e valores. 

 

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